Ele é o recordista de produção parlamentar no ano de 2011 em Ferraz. Um “workaholic” (expressão criada na década de 80, nos Estados Unidos, para designar uma pessoa que é viciada em trabalho.
. No ano, foram 191 indicações ao prefeito, 91 requerimentos, 23 projetos de lei e mais de 4.000 pessoas atendidas no gabinete. Em termos de comparação com os demais parlamentares, o vereador Antonio Carlos Alves Correia (PSD) só perde no número de moções para o companheiro de partido Silas Faria (também do PSD), que fez 105 peças contra 64 de Tonho, como é conhecido.
Esta sua característica de alta produção o acompanha desde o seu primeiro ano de mandato, em 2009. A exemplo de outros vereadores, ele passa a maior parte do tempo do recesso parlamentar (férias) dando expediente em seu gabinete, verificando demandas da cidade, em articulação com colegas de câmara e atendendo munícipes. Neste aspecto, ele tem se revelado incansável, dentro do conceito do filósofo Aristóteles, de que um homem é um “animal político”. Tonho revela um pensamento que é próprio de quem entrou na política com a intenção de “fazer história”, caminho que ele pretende conseguir com “trabalho incessante em detrimento do povo”.
Quando diz “povo”, obviamente está se referindo ao todo da sociedade, mas também particularmente às pessoas que o elegeram e à região que é sua base eleitoral, a Vila Margarida e adjacências. Dentro de seu perfil parlamentar, optou pela atuação propositiva, ou seja, está sempre a cata de problemas dos munícipes para buscar resoluções; quando não, as reivindicações chegam aos montes em seu gabinete. E não se nega a atender o máximo que pode e a ir atrás de solução para cada caso que lhe chega.
“Quem acompanha de perto o dia a dia da política em Ferraz sabe que Tonho, a partir de 2011, passou a ter problemas de relacionamento com a administração municipal. Suas demandas pouco são atendidas e ele sustenta que há secretários municipais orientados a não atendê-lo. Isso se deve à posição do vereador. “O cidadão ferrazense me conhece”, diz ele, “e reconhece que optei por exercer o meu mandato com a autonomia que me foi conferida por cada voto depositado em meu nome nas urnas“.
Este ano, o tema que dominará a Câmara Municipal é o da reeleição. O vereador do PSD reconhece o seu lugar na nobiliarquia política da cidade, mas sabe também que isso terá peso no momento que os eleitores forem às urnas. “Quanto ao relacionamento político com o governo municipal não tenho grandes preocupações, me preocupo mais com a imagem que o povo tem de mim”, raciocina Tonho. “Minha disposição para trabalhar é conhecida, não tenho feito outra coisa desde que assumi esta cadeira”.
De fato, além de vereador ele foi também secretário municipal, de Segurança e Mobilidade Urbana, cargo que exerceu também fixando a sua imagem de trabalhador. Mesmo secretário, Tonho nunca deixou de ser um parlamentar full time (em tempo integral) e quando retornou à câmara, manteve o bom ritmo impresso no gabinete. Em 2011, por decisão filosófica, ele aderiu á oposição ao governo do PSB.
Embora algumas pessoas podem não ter gostado (ou não compreendido) de sua posição, mesmo pertencendo, à época ao PSB, partido do prefeito, Tonho reforça que sua decisão atendeu a um princípio maior, o da liberdade por outorga (o povo lhe conferiu poder para ser autônomo em suas decisões). Isso vai de encontro ao que o filósofo suíço J.J. Rousseau definiu em sua obra “Do Contrato Social”. “Renunciar à liberdade é renunciar à qualidade de homem e até aos próprios deveres. Não há recompensa possível para quem a tudo renuncia”, escrevera Rousseau.
Este ano de 2012, no que tange ao vereador em particular, será um ano emblemático do ponto de vista da caminhada até às urnas. Algo a temer? “De modo algum! Tenho pautado minha vida pública pelo trabalho. Acredito que as pessoas irão reconhecer isso. Mesmo que no ano que vem eu não esteja aqui no Parlamento, esse meu legado vai permanecer. Nossa estada na política visa ao atendimento das pessoas menos favorecidas da sociedade. Se não faço mais é porque sofro alguma perseguição. Mas nem isso vai me impedir de continuar tendo a posição que tenho na tribuna”, declarou o vereador.
Para Tonho, este será o ano em que sua imagem será consolidada. É o que já está tratando de fazer, mesmo antes do início do “ano parlamentar”. No resumo das coisas, o vereador acredita que todas estas questões não passarão em branco na cidade. Principalmente da parte de quem acompanha a sua atuação e das pessoas direta ou indiretamente beneficiadas por obras de suas indicações ou seus projetos.



